domingo, julho 17, 2011

Quis.
Quis no mesmo instante em que vi.
Quis e só querer não bastou.

Tive.
E tendo, percebi o quanto era bom ter.

Aí, perdi.
E, perdendo, percebi o quão forte era pra sobreviver.

Resisti e não desisti.
Resisti à tudo que fazia doer ainda mais, e resistindo, percebi que não se pode desistir.

Aprendi.
Quando se quer muito, se consegue tudo!

Quis meu coração completo.
Tive. Completo até demais.
Sem espaço, sem vazio.
Perdi o que o completava.
Percebi que ele forte.
Sobreviveu.
Sobrevivi.
Resistiu, e eu, também. Resisti.
E não desisti.
Cheguei a pensar no quão bom era ter um coração vazio.
Foi quando acordei.
Acordei.
Acordou.
Percebeu que nada sobrevive sendo vazio.
E ele só sobreviveu porque não perdeu o que o completava.
Resistiu.
Sofreu.
Continuou.
Seguiu.
Mesmo assim, não desistiu.
Percebeu.
É amor.

Eu quero.
Quero porque me faz bem, porque me alegra. Me diverte.

Eu quero.
E, quem vai me dizer pra não querer?

Eu quero porque é difícil.
E mesmo assim eu não desisto.

Eu quero.
E quem vai me dizer que eu não devo?
Quem vai me parar?

Eu quero. Simplesmente quero.
Eu quero mesmo não sendo simples.

Eu quero.
Mas eu quero porque me faz bem.

Eu quero porque me completa.
Eu quero.

Quero, porque eu amo.

segunda-feira, julho 04, 2011

Chega e devasta o mundo.
Balança o mundo.
Balança tudo.
Devasta tudo.
Vem, como quem não quer nada.
Vem, e me arranca tudo.
Me consome, me destroi.
Me constroi.
Me monta, me remonta, me desmonta.
Vem, mas vem sem querer.
Vem mas vem com medo de se perder.
Vem. E quando quer, não sabe dizer.
Vem, mas vem tão rápido que até sou capaz de esquecer.
Bobagem.
Não é possível esquecer o que devasta, o que destroi, o que balança.
Não é possível esquecer o que me consone,
o que me constroi, o que me monta.