segunda-feira, maio 21, 2012


Já ouvi de tudo nessa vida, já vivenciei muitas coisas e já sofri muitos preconceitos. As pessoas me dizem que sou "muito nova" para saber algumas coisas sobre a vida. Que ainda não sei bem o que amar e o que é sofrer por esse amor, por exemplo.
Pode parecer meio clichê (e até é mesmo), mas desde quando o amor tem idade?
Não acredito que ainda existam pessoas que realmente pensam assim, que acham que amar é coisa de "adulto".
O amor, além de incontrolável e inesperado, é livre!
Me entristece pensar que há, ainda, tanta mediocridade e tanto preconceito entre as pessoas.
Cada um cuida de si, sabe de si, e é uma pena que essa regra não se aplique na prática. Embora devesse, e muito.
Tudo que tenho visto e vivido, tudo que me faz crescer e me tornar esse "adulto" que as pessoas tanto falam, tudo isso que venho enfrentando, me torna SIM uma pessoa mais madura e mais forte.
É uma pena pensar que há quem ainda duvide do amor.
É uma pena pensar que não se pode acreditar no possível "amor" de alguém, pois nunca sabemos se é amor, mesmo. É fácil confundirmos amor com necessidade, apego, ou até mesmo fraqueza.
Eu gostaria de ver que ainda existe amor. Que não é uma fantasia minha ou um conto de fadas que só existe nos livros.
Mesmo que a gente acabe se machucando, saber amar, se doar e receber amor, enquanto a gente pode, no máximo que a gente pode, faz bem! Traz vida, traz sentimentos, traz sentido à vida e aos sentimentos. Dá vida aos sentidos.
O amor faz bem e não importa a idade.
Só importa que o sinta, que seja recíproco, que seja saudável.
E principalmente, que realmente seja amor.

segunda-feira, janeiro 23, 2012

"... de sentir seu calor e ser todo..."

Cada parte do meu corpo, pede teu corpo inteiro.
Cada gesto teu, carinhos, abraços.
Tua energia e alma. Teu corpo.

Teus olhos, orelhas, bochechas.
Tua boca, lábios, dentes.
Risos, sorrisos.
Tua voz, sussurros. Gritos.
E, ainda, teu corpo.

Teus braços e desenhos. Mãos. Dedos.
Peito. Seios. Teu colo.
Barriga.
E mais um pouco do teu corpo.

Tuas pernas. Pelos. Arrepios.
Teus lábios.
Transpiração. Respiração. Teu calor.
E, inteiramente, infinitamente, teu corpo.

Onde meu corpo possa se encaixar.
Onde as peles se toquem e se arrepiem.
E se encharquem.

Agora, cada parte do teu corpo, faz parte de mim.
Do meu corpo. Meu calor. Meu ser.

sexta-feira, novembro 04, 2011


Mas não hoje. Não agora.
Não assim, desse jeito.
Mas talvez depois.
Outrora.
Quando chegar a hora.
A hora certa.
Mas não agora.
Assim, desse jeito.
Mas depois.
Do jeito certo.

sexta-feira, outubro 28, 2011

Porque eu não sei quanto tempo vai levar.
Não sei quanto tempo vai durar.
Nem sei ao menos se vai durar.
E se existe algo pra durar, por aqui.
Algo dentro de mim me diz que existe.
E que vai durar.
Algo dentro de mim me permite entender, agora, o que se passava lá fora, mas eu nunca pude entender.
Algo, aqui, dentro de mim, me fez diferente, desde ontem.
Me fez sensibilidade. Me fez alegria. Me fez amor.
Me fez ver o que antes, de alguma forma, por algum motivo, eu não dava valor.
Agora, posso ver...
Eu mudei.

quarta-feira, agosto 31, 2011

Eu nunca fui outra coisa além de ser eu mesma. E tentar provar isso, seria 'não ser eu'. Eu não me preocupo porque não tenho motivos.
Estou em paz comigo. De bem. De boa. Mesmo com tanta gente querendo me ver de outra forma. Mas eu não vou cair. Não agora. Não por ti.
Talvez toda essa intensidade assuste as pessoas ao redor.
Mas quem quiser vir comigo, já deve saber que isso faz parte de mim.

segunda-feira, agosto 22, 2011

Quando tu entenderes do que eu preciso,
vai perceber que não é nada além do que já me deste,
numa outra proporção.
Mas pra que tu entendas isso,
é preciso que tu me perceba, antes.
Porque eu estou aqui, como sempre estive.
E permanecerei, até que tu me proves (ainda mais),
que não mereces a mim,
nem o que eu te peço,
muito menos o que eu te dou.

domingo, julho 17, 2011

Quis.
Quis no mesmo instante em que vi.
Quis e só querer não bastou.

Tive.
E tendo, percebi o quanto era bom ter.

Aí, perdi.
E, perdendo, percebi o quão forte era pra sobreviver.

Resisti e não desisti.
Resisti à tudo que fazia doer ainda mais, e resistindo, percebi que não se pode desistir.

Aprendi.
Quando se quer muito, se consegue tudo!

Quis meu coração completo.
Tive. Completo até demais.
Sem espaço, sem vazio.
Perdi o que o completava.
Percebi que ele forte.
Sobreviveu.
Sobrevivi.
Resistiu, e eu, também. Resisti.
E não desisti.
Cheguei a pensar no quão bom era ter um coração vazio.
Foi quando acordei.
Acordei.
Acordou.
Percebeu que nada sobrevive sendo vazio.
E ele só sobreviveu porque não perdeu o que o completava.
Resistiu.
Sofreu.
Continuou.
Seguiu.
Mesmo assim, não desistiu.
Percebeu.
É amor.