sexta-feira, novembro 04, 2011
sexta-feira, outubro 28, 2011
Porque eu não sei quanto tempo vai levar.
Não sei quanto tempo vai durar.
Nem sei ao menos se vai durar.
E se existe algo pra durar, por aqui.
Algo dentro de mim me diz que existe.
E que vai durar.
Algo dentro de mim me permite entender, agora, o que se passava lá fora, mas eu nunca pude entender.
Algo, aqui, dentro de mim, me fez diferente, desde ontem.
Me fez sensibilidade. Me fez alegria. Me fez amor.
Me fez ver o que antes, de alguma forma, por algum motivo, eu não dava valor.
Agora, posso ver...
Eu mudei.
quarta-feira, agosto 31, 2011
Eu nunca fui outra coisa além de ser eu mesma. E tentar provar isso, seria 'não ser eu'. Eu não me preocupo porque não tenho motivos.
Estou em paz comigo. De bem. De boa. Mesmo com tanta gente querendo me ver de outra forma. Mas eu não vou cair. Não agora. Não por ti.
Talvez toda essa intensidade assuste as pessoas ao redor.
Mas quem quiser vir comigo, já deve saber que isso faz parte de mim.
segunda-feira, agosto 22, 2011
Quando tu entenderes do que eu preciso,
vai perceber que não é nada além do que já me deste,
numa outra proporção.
Mas pra que tu entendas isso,
é preciso que tu me perceba, antes.
Porque eu estou aqui, como sempre estive.
E permanecerei, até que tu me proves (ainda mais),
que não mereces a mim,
nem o que eu te peço,
muito menos o que eu te dou.
domingo, julho 17, 2011
Quis.
Quis no mesmo instante em que vi.
Quis e só querer não bastou.
Tive.
E tendo, percebi o quanto era bom ter.
Aí, perdi.
E, perdendo, percebi o quão forte era pra sobreviver.
Resisti e não desisti.
Resisti à tudo que fazia doer ainda mais, e resistindo, percebi que não se pode desistir.
Aprendi.
Quando se quer muito, se consegue tudo!
Quis meu coração completo.
Tive. Completo até demais.
Sem espaço, sem vazio.
Perdi o que o completava.
Percebi que ele forte.
Sobreviveu.
Sobrevivi.
Resistiu, e eu, também. Resisti.
E não desisti.
Cheguei a pensar no quão bom era ter um coração vazio.
Foi quando acordei.
Acordei.
Acordou.
Percebeu que nada sobrevive sendo vazio.
E ele só sobreviveu porque não perdeu o que o completava.
Resistiu.
Sofreu.
Continuou.
Seguiu.
Mesmo assim, não desistiu.
Percebeu.
É amor.
Eu quero.
Quero porque me faz bem, porque me alegra. Me diverte.
Eu quero.
E, quem vai me dizer pra não querer?
Eu quero porque é difícil.
E mesmo assim eu não desisto.
Eu quero.
E quem vai me dizer que eu não devo?
Quem vai me parar?
Eu quero. Simplesmente quero.
Eu quero mesmo não sendo simples.
Eu quero.
Mas eu quero porque me faz bem.
Eu quero porque me completa.
Eu quero.
Quero, porque eu amo.
segunda-feira, julho 04, 2011
Chega e devasta o mundo.
Balança o mundo.
Balança tudo.
Devasta tudo.
Vem, como quem não quer nada.
Vem, e me arranca tudo.
Me consome, me destroi.
Me constroi.
Me monta, me remonta, me desmonta.
Vem, mas vem sem querer.
Vem mas vem com medo de se perder.
Vem. E quando quer, não sabe dizer.
Vem, mas vem tão rápido que até sou capaz de esquecer.
Bobagem.
Não é possível esquecer o que devasta, o que destroi, o que balança.
Não é possível esquecer o que me consone,
o que me constroi, o que me monta.
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